ACONTECEU

CIA. DE DANÇA DEBORAH COLKER - NÓ

13 e 14 de julho de 2019

Ministério da Cidadania e PETROBRAS apresentam Companhia de dança Deborah Colker - Nó.


Enquanto seu mais recente espetáculo, Cão Sem Plumas (2017), viaja pelo Brasil e pelo mundo, Deborah Colker, cuja companhia conta com o patrocínio da Petrobras desde 1995 e da Votorantim desde 2019, revisita uma coreografia lançada em 2005, na Alemanha, e que não remontava desde 2012, até sua reestreia o ano passado, em Minas Gerais e São Paulo.

 

Nó, balé que será apresentado no dia 06 de Julho em Natal, no Teatro Riachuelo, é um marco na trajetória de Deborah. Foi quando ela “virou a esquina”, como diz. Interrompeu sua premiada investigação sobre movimento e espaço – que resultou em Velox (1995), Rota (1997) e Casa (1999) e 4 por 4 (2002) – para mergulhar naquilo que vê como “a tragédia e a complexidade dos impulsos humanos”. O tema de  é o desejo.

 

Cão Sem Plumas me dilacerou, me esvaziou. Senti a necessidade de voltar ao , rever o lugar onde minhas perguntas e angústias começaram a mudar. Eu tinha certeza de que não havia feito tudo o que precisava com ”, explica. A coreografia de Cão Sem Plumas, baseada em poema de João Cabral de Melo Neto e executada por bailarinos cobertos de lama, valeu a Deborah o prêmio Benois de la Danse, tido como o Oscar da dança.

 

Nó volta completamente transformado. Há mudanças cenográficas, a trilha sonora ganha mais temas compostos por Berna Ceppas, e a música “Carne e Osso”, da banda Picassos Falsos, embala um duo romântico. As modificações que Deborah realizou na coreografia são frutos de seu amadurecimento nos últimos 13 anos.

 

“O corpo é o lugar do desejo. E o corpo erotiza quando dança.  tem essa liberdade, mas só agora, 13 anos depois da estreia, é que me sinto mais segura para tratar disso”, diz.

 

O primeiro ato começa com uma árvore no centro do palco. São 120 cordas, representando laços afetivos. Os bailarinos as soltam aos poucos, até que se assemelhem a uma floresta. Eles se valem de técnicas como a bondage (uso de cordas para controle da dor e do prazer).


“No primeiro duo, o homem amarra a mulher por escolha dela. Dominação e submissão estão presentes na consciência plena de ambos. Não há liberdade sem dor, não há prazer sem consciência”, afirma Deborah, que tem o irmão, Flavio Colker, na codireção.


No segundo ato, a companhia dança dentro e em torno de uma grande caixa transparente criada por Gringo Cardia, diretor de cenografia. Se as cordas apontam para a natureza, a caixa evoca o mundo urbano. “O desejo e os enigmas começam no corpo e saltam para fora da forma que conseguem”, diz Deborah.

 

Na trilha sonora da primeira parte, além de criações de Berna Ceppas e Kassin, há trechos de Ravel e Alice Coltrane. Na segunda estão preciosidades como “My One and Only Love”, com Chet Baker; “Coisa no 9”, de Moacir Santos; e “Preciso Aprender a Ser Só”, de Marcos Valle e Paulo Sergio Valle, na voz de Elizeth Cardoso. 

 

Os figurinos, que transmitem erotismo e também delicadeza, são do estilista Alexandre Herchcovitch. A iluminação é de Jorginho de Carvalho, parceiro de longa data de Deborah. A direção de produção é de João Elias, fundador da companhia. 

 

 

Criação, Coreografia e Direção: DEBORAH COLKER 
Direção Executiva: JOÃO ELIAS 
Direção de Arte e Cenografia: GRINGO CARDIA 
Direção Musical: BERNA CEPPAS 
Iluminação: JORGINHO DE CARVALHO 
Figurinos: ALEXANDRE HERCHCOVITCH 
Co–Direção e Fotografia: FLAVIO COLKER 
Duração: 1h30, com intervalo

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